O Projeto Árvores Vivas nasceu na minha mente e coração durante a convivência e oportunidade de estar tão próxima das madeiras, num espaço muito arborizado e estimulante, enquanto trabalhava em uma das divisões do Laboratório de Madeiras e Produtos Derivados do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). A primeira pergunta que fiz, observando a grande variedade e beleza das madeiras existentes, buscando um contato com as árvores vivas foi: – “De onde vem essa madeira?”

Desde o momento que iniciei o projeto, a equipe da Xiloteca está especialmente envolvida, participando e apoiando o trabalho com conhecimentos técnicos e materiais demonstrativos. Aproveito este post para agradecer imensamente a atenção e tempo dedicado por parte de todos os integrantes: a colaboração de vocês é importantíssima para a continuidade do projeto!

Parte da Equipe na Xiloteca Dr Calvino Mainieri

O acervo da Xiloteca, os laboratórios de identificação, os pesquisadores compenetrados nas suas atividades são imagens marcantes do dia-a-dia do prédio do setor de Recursos Florestais. Podemos encontrar madeiras variadas que foram testadas, identificadas e catalogadas conforme sua aplicabilidade e espécies. No seu entorno, e em todo IPT também podemos apreciar diversas espécies nativas das árvores que dão origem às madeiras tão lindas! Cada amostra com sua cor, cheiro, desenho, peso…

Xiloteca (do grego: xýlon, madeira + theke, caixa, coleção) é um arquivo de madeiras ou um local onde se guarda diversos tipos de madeira e informações relativas sobre sua estrutura anatômica. Antigamente, desejando representar uma biblioteca de madeiras, as amostras eram todas trabalhadas para se parecerem com pequenos livros. No espaço da xiloteca podemos encontrar também discos de troncos de árvores, com idades variadas. A idade das árvores é calculada através dos anéis formados em seu cerne, esse estudo chama-se Dendrocronologia e num outro post falaremos mais sobre esse dados super curioso!

No próprio site do IPT existe um sistema de busca para informações técnicas de madeiras brasileiras plantadas, com imagens. Para acessar consulte neste link.

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  1. Prezados amigos,
    Estou muito feliz de ver a foto dos componentes da Xiloteca do IPT. Dentre as pessoas dessa, conheço apenas o Antônio, que por sua vez, ensinou com muita dedicação, tanto a mim como a Marta e Solano, da Embrapa-Belém. Não conheço pessoalmente a Maria José, mas ela sempre me atendeu muito bem no que concerne às madeiras.
    Gostaria de receber, caso possível, uma foto macroscópica (pdf) do topo da madeira de sobrasil amarelo (colubrina); também se possível a foto do plano tangencial dessa madeira (pdf). Ao que me parece ocorre tanto o sobrasil- amarelo como o vermelho. Recebi na Xiloteca da Embrapa (Belém), uma amostra de madeira para identificar e considerando a estrutura anatômica ( parênquima vasicêntrico) a escasso e poros predominantemente dispostos radialmente, tudo indica ser essa madeira; o cerne apresenta uma coloração amarelada. Antecipadamente agradeço a atenção. Joaquim I. Gomes

  2. Oi amigos, gostaria de informações e estudos de madeiras usadas no Brasil para pequenas embarcações.

    Muito obrigado.

    Sidneio Skarbek

    1. Olá Sidnei,

      Agradecemos muito sua visita ao blog e interesse no assunto! Recentemente foi publicado um manual da madeira para usos na contrução civil. Veja se neste link existe algum dado sobre usos para embarcações. Talvez existam observações sobre a resistência para usos em ambientes externos e em contato com a água – como indicam o Eucalipto citriodora e Bacuri

      Esperamos ter lhe ajudado! Tenha uma ótima semana

  3. Solicito informações que me possibilite adquirir uma xiloteca com 50 especies de madeira para compor uma unidade móvel da área de madeira e mobiliario do SENAI-BA.
    busco informações de onde possa encontrar, valor aproximado e especificações necessarias para que o SENAI-Nacional possa comprar a referida xiloteca.

    Ciente do retorno positivo, agradeço a atenção e pelo apoio.

    Atenciosamente:

    Antônio Carlos Nascimento
    Área da Madeira e Mobiliário – SENAI/DR-BA
    Av. Dendezeiros, 99 – Bonfim CEP:40.423-000 Salvador/Bahia/Brasil
    T.(71) 3310-9932 – F. (71) 3312-3869
    E.AcarlosN@fieb.org.br
    S. http://www.senai.fieb.org.br

  4. Boa noite, gostaria de saber onde posso encotrar algum material para poder identificar madeiras atraves de fotos, imagens.
    Grato Vanderlei CArdoso

    1. Olá Vanderlei,

      Você pode encontrar algumas referências de como identificar madeiras nos livros do Engenheiro Harry Lorrenzi – deixo o link para comprar através da Livraria Cultura e ao mesmo tempo auxiliar o Árvores Vivas em nossas ações e disponibilização de atendimento tira-dúvidas virtual.

      Árvores Brasileiras 1 / Árvores Brasileiras 2 / Árvores Brasileiras 3

      Livros mais específicos seria bom procurar o departamento de identificação do IPT pata conseguir indicações! Boa Sorte e obrigada por sua visita

  5. gostaria de saber se existe algum tipo de material para poder identificar madeiras atraves de fotos ou imagens..

  6. prezados,

    meu pai montou uma xiloteca “amadora” em forma de pratos de madeira, é uma coleção construída durante mais de 50 anos. Depois que minha faleceu a casa da família foi transformada num “museu” da madeira, em Marmeleiro, sudoeste do Paraná.

    tem pelo menos umas 500 “espécies” (???) diferentes a maioria de madeiras do Brasil e algumas da Europa, África e outros países de América Latina.

    ele mesmo confecciona os pratos e outros artefatos de madeira… ele está com 79 anos e continua buscando madeiras e fazendo exposições em prefeituras, escolas, bancos, etc…

    os filhos e alguns amigos estamos querendo criar algum tipo de fundação para manter e dar uma finalidade prática a esta coleção.

    gostaria de orientações sobre isso, se existe alguma rede de Xilotecas, nomes e referências para buscar orientações e apoios.

    agradeço quaisquer colaborações…

    marcelo apel

    1. Olá Marcelo,

      Muito linda a história de seu pai… queria muito poder conhecer esse acervo tão precioso! Quem sabe não nos falamos numa oportunidade futura…
      Infelizmente não conheço uma rede de xilotecas, somente a do IPT que tive a oportunidade de apreciar algumas vezes de pertinho!!! Talvez eles possam te ajudar com a catalogação das madeiras… mas não sei como funciona este serviço. O ideal é ligar no IPT aqui de São Paulo mesmo, e ver se eles conhecem alguém do Paraná que pode lhe ajudar… Ou escrever um projeto e conseguir um investidor para conservar este acervo…

      Desejo muito sucesso na empreitada

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